
Pensando em conscientizar as pessoas sobre os direitos da mulher, a estudante de psicologia da UNIP/Bauru, Kimberli Medolago, criou o trabalho “Lei Maria da Penha: Quais são meus direitos perante a justiça e qual a importância da Psicoterapia”, premiado na jornada acadêmica do curso.
Vivenciando o dia do trabalho na Delegacia da Mulher, atendendo e orientando as mulheres que lá chegavam, a aluna percebeu que, muitas vezes, a falta de orientação e conhecimentos sobre os próprios direitos fazem com que muitas pessoas deixem de denunciar casos de violência feminina.
“Muitas mulheres chegam na delegacia e não têm orientação, elas não sabem como funciona e para que serve a medida protetiva. O que falta é elas terem essa informação, para que se sintam empoderadas e tomarem uma atitude”, explica ela.
Após um ano de estágio fez com que Kimberli percebesse a necessidade de dar voz às mulheres. Surgiu então o interesse em criar um trabalho que explicasse à população os direitos da mulher e como colocá-los em prática.
O trabalho da aluna também explica a importância do papel psicológico no atendimento de uma mulher que sofreu algum tipo de violência doméstica ou se encontra em um relacionamento abusivo.
Além disso, o projeto mostra a importância de se perceber em um relacionamento abusivo, e principalmente, como sair dele, “porque muitas mulheres estão vivendo esse quadro, mas não encontram uma porta. Por isso, acabam vivendo em um ciclo de violência sem saber como sair”, esclarece Kimberli.
A terapia oferecida por psicólogos, nestes casos, também ajuda a mulher a refazer a sua identidade pessoal, pois muitas delas acabam se tornando objetos do agressor.
Com o objetivo de acabar com a cultura de violência do Brasil, Kimberli acredita que, com ajuda “você dá voz para a mulher falar, porque isso ainda falta atualmente”, finaliza.
Lei Maria da Penha
A Lei Maria da Penha, Lei 11.340, foi criada no ano de 2006, em homenagem à Maria da Penha, uma mulher que, ao sofrer diversas e inúmeras agressões de seu parceiro (na época dos fatos), acionou a Justiça diversas vezes a fim de obter medidas drásticas e necessárias para que o agressor fosse punido e mantivesse distância da vítima.
Essa lei tem grande relevância no nosso ordenamento jurídico, pois foi um divisor de águas tanto nos procedimentos, quanto no processo penal aplicado às agressões de cunho doméstico à mulher.
– https://jus.com.br/artigos/67110/lei-maria-da-penha-e-a-atuacao-do-psicologo-juridico
