Caso Paola

Policiais civis de Avaré e Arandu prenderam na quarta-feira, 26/11, em São Paulo, o balconista A. J. S. F., de 35 anos, vulgo “Baiano”, suspeito de ser o autor do latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o travesti Anderson Arruda Camote, que usava o nome de Paola. A vítima foi encontrada morta em uma plantação de café, na cidade de Arandu, no início de junho deste ano.

Para falar sobre a prisão, o responsável pelo inquérito que apura o caso, Marco Aurélio Gonçalves Gomes, delegado titular de Arandu, reuniu a imprensa na Seccional de Polícia de Avaré no final da tarde de quinta-feira, 27. Também participaram da coletiva o delegado seccional Jorge Cardoso de Oliveira e Alexandre Aurani, investigador-chefe da DIG, unidade que deu apoio nas investigações.

Segundo Marco Aurélio, a principal pista que levou a Polícia ao suspeito foi o celular de Paola, subtraído por ocasião do crime. O aparelho foi parar na posse de um ex-colega de serviço de Baiano, que confirmou que havia comprado o celular do suspeito. Na época do fato o acusado trabalhava em uma fazenda localizada em Avaré, mas residia em Arandu.

Informações valiosas para a elucidação do caso foram obtidas com travestis que conheciam Paola. Um deles, inclusive, reconheceu Baiano como sendo a mesma pessoa que o assaltou durante negociação de um programa sexual. Segundo o travesti, o acusado se passou por cliente para poder cometer o crime, mesmo modus operandi utilizado na morte de Paola, segundo a investigação.

Ainda de acordo com Marco Aurélio, os ex-patrões do suspeito também foram ouvidos. De acordo com eles, Baiano pediu demissão no mês de junho, coincidentemente, logo após a morte de Paola. Ainda segundo as testemunhas, o suspeito disse que precisava ir embora para o seu Estado natal, na Bahia, porque seu pai havia morrido. Por fim, relataram que o empregado sequer cumpriu aviso-prévio.

Texto: Setor de Comunicação Social / Delegacia Seccional de Polícia de Avaré

Fotos: Polícia Civil / Delegacia Seccional de Polícia