Sexta-feira, 14/10/11 - 07:45
Ataques a caixas eletrônicos diminuem 60% no Estado
O número de ataques a caixas eletrônicos caiu 60% nos últimos sete meses no Estado. Em março, foram registrados 128 furtos e roubos a caixas eletrônicos. Em setembro, houve 51 casos – 77 a menos.
A capital lidera, desde março, a redução dos ataques. Em fevereiro, a Polícia Civil registrou 52 ocorrências do tipo na cidade de São Paulo. Em setembro, apenas três. Queda de 94,3%.
As investigações, capitaneadas pelo Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado) e pela Corregedoria da Polícia Militar, resultaram em 48 prisões – 13 de policiais militares. O total de ataques a caixas eletrônicos na capital em 2011 já é menor que nos primeiros nove meses do ano passado. Este ano, foram registrados 223 crimes desta modalidade na cidade de São Paulo, contra 290 até setembro de 2010. Redução de 24,2%.
Depois da capital, a primeira região a diminuir os ataques a caixas eletrônicos foi a Grande São Paulo. Em abril, os 38 municípios da região metropolitana registraram 38 ataques a caixas eletrônicos, contra 10 em setembro. Uma diminuição de 73,7%.
O interior só conseguiu reduzir os ataques a caixas eletrônicos em setembro. Em agosto, foi registrado o maior número de crimes desta modalidade no ano: 65 casos, que caíram para 38 em setembro, um recuo de 41,6%.
Com explosão
De agosto para setembro, houve redução dos ataques a caixas eletrônicos em todas as regiões do Estado. Na capital, o número de casos caiu de 16 para três. Na Grande São Paulo, diminuiu de 18 para 10 ataques a caixas eletrônicos. E no interior, de 65 para 38 casos.
Houve explosão dos caixas eletrônicos em 29,8% dos 727 casos registrados no Estado até setembro. Na maioria das vezes, os furtos foram praticados sem uso de explosivos, através de brocas, maçaricos e da retirada dos caixas. Houve 217 casos de explosão dos caixas e 510 com utilização de outros meios.
Tentativas não consumadas
Desde maio, a maioria dos ataques a caixas eletrônicos da rede Tecban (de caixas 24 horas) não tem compensado. São tentativas fracassadas de abertura dos caixas para retirada do dinheiro. De janeiro a abril, 73,6% dos ataques foram consumados. Em 26,4% dos casos, os criminosos conseguiram levar o dinheiro. De maio a setembro, houve uma inversão: 59,1% dos ataques não chegaram a ser consumados. Os casos consumados alcançaram 40,9% do total.
Grupo de Trabalho
Os números foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), que criou um Grupo de Trabalho para definir estratégias de combate aos furtos de caixas eletrônicos. Integrado pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da SSP, pelos comandos da Polícia Civil e Polícia Militar de cada região do Estado, Febraban (Federação Brasileira de Bancos), TecBan e representantes dos bancos, o GT aprovou medidas como a intensificação do policiamento ostensivo de madrugada, horário preferido para realização dos furtos a caixas eletrônicos.
Rota e Força Tática
Na capital, a Rota e as Forças Táticas mudaram de horário e de local de patrulhamento. Passaram a ser policiadas áreas com maior concentração de caixas eletrônicos e com maior incidência de furtos. A tática foi seguida, com sucesso, primeiro pelas Forças Táticas da Grande São Paulo, e depois pelas unidades do interior.
Outra medida foi a integração das áreas de inteligência da Polícia Civil e da Polícia Militar em todas as regiões do Estado. Os bancos passaram a emitir, mais rapidamente, alertas às polícias de ataques a caixas eletrônicos.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria da Segurança Pública

