Após a prisão, o delegado Tadeu Campos de Castro, que preside o inquérito, e o delegado seccional Jorge Cardoso de Oliveira, concederam uma entrevista coletiva na sede da Seccional, onde deram detalhes da prisão e do que foi apurado.

O empresário J.F.J., conhecido como “Grelinha”, suspeito de liderar grupo que fraudava licitações na Prefeitura e que pode ter sido responsável pelo desvio de cerca de verbas públicas no valor de R$ 1,5 milhão nos últimos três anos.

Acompanhado de sua advogada, o empresário aceitou falar amparado pelos benefícios do artigo 6º da Lei 9.034/1995, que trata da delação premiada. Além do empresário, a Polícia Civil de Avaré pediu a prisão de outro envolvido no caso, que continua foragido.  O interrogatório durou cerca de seis horas.

Mais de 30 pessoas foram ouvidas. As investigações apontam que o empresário J.F.J. seria o articulador do esquema. Ele orientava as pessoas e se ajustava com uma série de empresas para fazer contratações no Poder Público, o que eliminava a possibilidade de concorrência.  A acusação é de organização criminosa.

Segundo Tadeu, falta, agora, definir eventuais responsabilidades de servidores municipais e, depois, dar prosseguimento ao conjunto de provas técnicas, como exame grafotécnico e de autenticidade de documentos, além de possíveis quebras de sigilo bancário de envolvidos.

Colaboração – Cristiano Martins